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Gravidade e Circulação de três tipos de dengue preocupam o país
Medivax - 02/03/2010

A gravidade e não apenas o aumento do número de casos de dengue preocupa vários estados do Brasil. E isto, segundo especialistas, pode estar ligado ao fato de em muitas cidades estarem circulando, ao mesmo tempo, três tipos de vírus, os tipos 1, 2 e 3.

Em Goiás, onde a situação é de epidemia, até o dia 13 de fevereiro já havia seis óbitos confirmados em decorrência da doença e outros nove estão sendo investigados. Pelo menos dois deles foram da forma hemorrágica. Em 2009, foram 31 mortes causadas pela dengue. O tipo de vírus com maior incidência mudou de 2008 para 2009 e o tipo 1 voltou a circular com força, mas os percentuais dos três tipos são expressivos. Em 2008, a maior parte dos casos foi causada pelo tipo 3 do vírus e o tipo 1 era responsável por apenas 2% dos casos. Já em 2009, o tipo 1 passou a ser dominante, com cerca de 60%, enquanto o tipo 2 foi responsável por 21% dos casos e o tipo 3, por 16%.

Com três tipos de vírus circulando, aumenta a possibilidade de ter dengue na forma grave. Primeiro porque quem tem dengue pela segunda vez, normalmente tem na forma mais grave. Segundo porque pode haver uma interação dos três tipos de vírus, ocasionando mutações.

Além disso, quando um vírus novo é introduzido ou volta a circular de forma expressiva numa região, como é o caso do tipo 1 em Goiás, é mais provável que pessoas que nunca tiveram a doença, como crianças, contraiam o vírus.

Goiás

Em Goiás, a gravidade dos casos de dengue pode ser medida não apenas pelo número expressivo de mortes em 2010, mas também pelo número de internações e pela avaliação feita por médicos em pacientes com a doença. Até agora, foram notificados cerca de 25 mil casos de dengue em Goiás em 2010, contra 4.200 em 2009.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, onde também há epidemia, em 2010 já há 387 casos graves de dengue, sendo que oito resultaram em morte. Outros nove óbitos estão sendo investigados. Em 2009 foram 1405 casos graves e 52 mortes, números bem maiores que em 2008, quando houve 28 casos graves de dengue e oito mortes. No estado, assim como em Goiás, atualmente circulam vírus dos tipos 1, 2 e 3, mas a novidade foi a volta da circulação expressiva do tipo 2.

São Paulo

Em São Paulo, a dengue preocupa em várias cidades, entre elas Ribeirão Preto. O número de óbitos no município em 2010, por enquanto, é igual ao de 2009: uma pessoa morreu da doença. Mas a situação é de epidemia e as autoridades temem que a população não esteja imunizada.

Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde confirmou que pelo menos cinco estados brasileiros - Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rondônia - vêm apresentando aumento considerável de casos de dengue desde dezembro do ano passado.

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